Um Coração e Um Cachecol

O que vai na nossa alma...



Terça-feira, Maio 15, 2012



E toda vez você me pergunta:
- Você lembrou?

E toda vez eu sempre respondo:
- Eu nunca esqueço!


Dentro de mim a frase acima... Vai saber... Queria que você prometesse.

Poetivado às: 11:12 PM


Quinta-feira, Março 08, 2012

Feliz Dia Internacional das Mulheres




Somos feitas de gestos sútis, uma forma de mexer nos cabelos, um aroma suave da pele... Somo doces, sedutoras, somos inconfundíveis...

Nos fazemos belas para o amor e com a mesma facilidade nos tornamos bicho irracional quando algo nos sai do controle.

Somos divertidas e ácidas, mal humoradas e sarcásticas, somos mulheres!

Que cantam no trânsito, passam batom olhando no espelho retrovisor, que dá um sorriso ao pedinte, que sonham olhando a lua, que ganham dinheiro, que dão um jeitinho para tudo...

Regamos o mundo com charme, e assim vamos conquistando todos ao nosso redor. Por vezes somos odiadas, mas para isso já nascemos com o antídoto.

Somos fortemente frágeis, facilmente mutáveis, camaleoas de corpo e alma. Somos complacentes e reticentes, somos rígidas e sinceras... Misteriosas, mas por muitas vezes desvendamos além do que seria necessário. Erramos.

Choramos, rimos, amamos, damos a luz a uma nova vida, somos essência bruta e sublimada do ser.

Somos mulheres, nem tente nos entender!

Feliz Dia Internacional das Mulheres. Para todas as mulheres que fazem parte da minha vida e todos os homens com alma feminina, que conseguem entender o que eu disse!


By: Adriana Csanady

Foto: Carla Sofia Martins

Poetivado às: 11:20 PM


Sábado, Fevereiro 04, 2012

A MAIS IDIOTA DE TODAS




Foi ela quem te ligou pra saber se a sua dor de cabeça já passou; se você resolveu o assunto e finalmente mandou fazer os seus óculos. Sim, ela, a mais idiota. Que ainda te espera, te escreve, te lembra, te sonha, te quer. A mais idiota, pois te procura ao invés de deixar pra lá, que te liga depois de meses pra dizer que saudade ainda há.

Te procurou pra conversar, desejou boa sorte no seu jogo e disse pra você se cuidar. Mandou mensagem dizendo que sentia saudade e queria te ver bem. Te consolou quando você achava que o mundo conspirava contra você e disse que não quando você se auto-intitulou um imbecil por sempre tomar as decisões erradas. Comprou um livro e corrigiu quando você disse “pra mim ler”. Levou um lanche no seu trabalho e depois te convidou pra um suco, um sorvete, uma volta. Ficou preocupada com a sua tosse e disse que aquela calça xadrez só fica bonita com blusas neutras. Sem você pedir, gravou seu show favorito, fez um bilhete bonito e entregou junto com o seu presente – de aniversário, que ela foi. Fez você comer um doce quando o nível etílico do seu sangue já era um risco; te mandou ir ao médico pela sua anemia. Indignou-se com o desleixo da sua mãe, com as palavras ríspidas do seu chefe e ficou enciumada com os elogios de umas aí. Disse pra você que tudo ficaria bem e realmente não sossegou até que você ao menos sorrisse.

Te esperou enquanto você saia pra curtir com seus amigos e achava que a hora que quisesse e sentisse falta, poderia vê-la. Era ela quem estava do seu lado pra tudo, mas quando você bem entendia. A mais idiota de todas recebia as suas mensagens e se iludia; sofria com a sua ausência, mas ao te ver, esquecia. Amava quando você ria alto e o jeito como arrumava o cabelo sempre que via um espelho. Foi grude sim, mas só pra não te perder de vista – é isso que acontece quando achamos alguém especial, queremos sempre.

Disse tudo o que sentia e não te poupou de palavras carinhosas: ela é assim com quem gosta. Os outros devem saber tudo o que pra nos representam. Você se sentia muito seguro, em suas idas e vindas, ela não deixava brechas, não olhava para os lados. Idiota. Vivia uma semana sozinha em meio a seus compromissos, mas você sempre sabia que a hora que quisesse, roubaria a sua atenção por horas, o mundo dela parava. Por ser tão idiota, não via a malícia por trás das suas saudades e na maior das ingenuidades achava que haveria romances nos seus quero te ver. Romântica demais, e por isso você a achava boba. Sentimental, o que lhe fazia se distanciar, preso no medo de se envolver e ter alguém que te conhece como a palma da mão.

Você soube fugir e ficar com mais quinze, só pra não sentir saudade, só pra não sofrer com a falta. Conhecer várias apenas pra ignorar todas as qualidades que ela tinha e de bandeja te ofertava. As boas risadas, o conteúdo, o vasto gosto por filmes e livros, a vontade por viajar e esse desejo insano de querer mudar o mundo. Talvez você nem faça ideia, mas ela sofreu calada quando via você conversando e paparicando outras; vivia tentando entender porque você não gostava dela o suficiente para torná-la exclusiva. Quis desviar do seu rumo, mas voltava pra sua trilha e rendia-se quando você deixava um oi.

Se interessou pela sua vida, te tratava com carinho e sempre acreditou que dentro de você havia um potencial. Brasa esperando um sopro, pássaro que precisa de um empurrão. Ela sofreu com a sua indiferença, com o fato de não lembrar das coisas simples que ela dizia (como o que fazia da vida, ou que curso quer); por procurá-la só nos momentos de interesse e pelas ilusões gratuitas. A perda de tempo, a devoção, por se sentir sentimentalmente usada, por se achar idiota por acreditar que você quem sabe, mudaria. Quis estar sempre por perto, caso você resolve-se aquietar o facho.

Até que então ela cansou, a ficha caiu, o encanto quebrou, os olhos ela abriu. Você foi se tornando mais um idiota e ela foi aprendendo com os erros, amadurecendo, descobrindo em quem confiar, se entregando menos. Começou a preservar o que ela tinha, dar valor ao que é e selecionamento melhor quem ter ao lado. Deixando que você fique com seus sexos casuais, suas relações sem envolvimento, suas menininhas pra cada dia e as suas muitas noitadas. Por tratá-la como a mais idiota, que supria suas carências e comia na sua mão, você perdeu a melhor de todas.



By: Luiza - Quase Descolada

Poetivado às: 8:14 PM


Domingo, Outubro 16, 2011

Alguns produtos químicos




Martha Nowill



alguns produtos químicos
caso alguém me pergunte

na porta da lavanderia

aguarrás tornozelos de tinta
pinho-sol nos carrapatos
carrapatos entre dobras
álcool nas feridas, joelhos esfolados

e mercúrio

do canto esquerdo do armário de medicamentos
engoli ácido clorídrico, água boricada
escorreguei na cera vermelha do chão
aspirei gasolina, dia sim

dia não
era bom
meu pai calibrava pneus
minha mãe maquiava
a quinta camada de pó

a tinta preta de engraxar sapatos
manchou todas as coisas que eram brancas e o coração
mas eu continuei a dar brilho
para sapatos de festa

um primeiro desodorante
ardeu
nas axilas recém-raspadas

não tem jeito
ela murmurou baixinho
tem que usar

sufoquei um sapo
de sal e cigarro
e afoguei a culpa num vaso de samambaias

a lata de mata-barata no escuro do quarto
com muito medo de morrer

a noite antes da escola
um xampu de piolhos
envenenou nos olhos
escorreu por entre as frieiras

ralo abaixo

Poetivado às: 7:47 PM


Quarta-feira, Julho 06, 2011

NIVER DA ZI

Poetivado às: 11:16 PM


Sexta-feira, Dezembro 31, 2010

Feliz 2011

Poetivado às: 5:38 PM


Sexta-feira, Julho 02, 2010

VAGANDO NA FUMAÇA DO MEU PENSAMENTO...



De repente uma saudade...
Um pensamento, uma vontade...
Um tempo distante, de quando a gente ria, se divertia
De algumas ligações na calada da madrugada
De um certo charme, um vou não vou, e ia
O som da sua voz, o seu cheiro, o seu gosto bom de travessuras
Gemidos ecoam agora em minha mente, trazidos daquele passado, que tão distante ficou.
O sabor do amor, da aventura, do prazer
Encontros furtivos, imensamente recheados de emoção.

Agora o tempo passou, mas bateu uma saudade enorme
Meu pensamento voa, naquelas noites de loucuras a flor da pele
Ainda sinto vontade, ainda escuto Nila Branco, ainda vago com o mesmo coração vagabundo de sempre,
Que como uma cadela cansada deu trégua aos ataques.
Está presa, mas basta roer um pouco a coleira e de repente se libertar...
Mesmo que por uma noite vagar em seu corpo para depois com cara de sonsa voltar
E por mais algum tempo continuar apenas se satisfazer com recordações...

Vou me distrair, parar de pensar em tantas coisas, parar de pensar em você...
Fazer a sua imagem desaparecer na fumaça do meu cigarro...
Saudade de tudo.
Vou indo...
Foi bom ter te visto.


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 7:33 PM


Segunda-feira, Março 08, 2010

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

Poetivado às: 11:45 PM


Terça-feira, Janeiro 12, 2010

Meu niver

Poetivado às: 8:32 AM


Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

Feliz 2010

Poetivado às: 10:06 PM


Sábado, Outubro 31, 2009

DIA DAS BRUXAS

Poetivado às: 2:41 PM


Segunda-feira, Julho 20, 2009

DIA DO AMIGO



Para você, minha amiga, minha irmã...
Que já secou tantas vezes as minhas lágrimas,
Que já se matou de rir com minhas bobeiras,
Que acompanha minha vida, meus anseios, minhas conquistas, minhas felicidades e medos,
Que me olha com amor, que me entende, me beija e insiste em me amar como sou...
Um feliz dia do amigo.
Porque felicidade é ter uma pessoa como você, em minha vida!!!
Obrigada pela sua amizade e pelo seu carinho.


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 9:39 PM


HOMEM NA LUA - 40 ANOS

Poetivado às: 12:01 PM


Domingo, Maio 10, 2009

DIA DAS MÃES Poetivado às: 12:37 PM


Domingo, Março 08, 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Poetivado às: 2:45 AM


Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

LÁ...

Queria ter ido com você...
Ter sentido o vento,
Estar ao seu lado
Queria que tivesse sido meu guia,
Minha companhia...

Queria tanto ter ido com você,
Naquele lugar que por tanto tempo sonhei,
Que você me deixou sonhar,
Sonhando fiquei...

Queria ter estado lá com você,
Jamais imaginei outra pessoa comigo,
Apenas você, lá, juntos,
Rindo, felizes, eternos...

Faltou algo,
Um pouco de luz, de calor,
Faltou um ar, faltou eu flutuar...
Mas para que tanta coisa fosse diferente
E que eu me sentisse incandescente,
Faltou um detalhe:
Faltou você.

É... Queria ter ido lá com você!
Agora já foi...
Só por um outro milagre um dia será...


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 2:12 AM


Sábado, Fevereiro 14, 2009

5 ANOS...

Poetivado às: 9:04 PM


Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

Meu niver

Poetivado às: 11:15 AM


Domingo, Dezembro 07, 2008

TER A CERTEZA DE QUE TUDO IRÁ ACONTECER

E aconteceu.

Basta querer com intensidade que as coisas acontecem.
De forma plena, boa e inesquecível...

Como eu sempre digo: milagres de natal.
E afirmo: os meus presentes vem sempre antes do natal... E como vem...

Poetivado às: 2:06 AM


Segunda-feira, Setembro 22, 2008

TALVEZ FLORES, QUEM SABE BOMBONS...



Um dia ele disse:
- Talvez flores, quem sabe bombons...

Compradas na loja da esquina, não importava, o que contava era a lembrança.
E fiquei esperando o tempo passar.
Cada encomenda, pensei que eram as tais flores, ou os alguns bombons a chegar,
Mas nada chegou aqui.

Resolvi eu enviar flores, para te lembrar,
Um bombom, para aguçar,
Mas nunca nada eu recebi de suas mãos...

E vazia segui meu caminho,
Apenas com lembranças registradas,
Que com o tempo foram se perdendo
Num alucinante tentar não esquecer e querer não lembrar,
Mas as flores, ahhhh, essas nunca irão chegar...

Pensando bem, nem gosto de flores, são voláteis como uma paixão.
Prefiro alguns bombons, pelo menos posso um papel guardar...

Guardar lembranças físicas me faz bem.
Afinal o cheiro das flores se vão,
Mas o melado do papel de bombom fica.
E por vezes criam baratas também.

Quer saber?
Vou ao supermercado comprar um pouco de alegria!
E se de repente me deparar com uma floricultura,
Vou comprar algumas flores,
Mesmo que sejam tão vazias.

Às vezes penso que até a saudade deixada por ti se acabou...


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 9:57 PM


Quinta-feira, Junho 12, 2008

DIA DOS NAMORADOS

O PODER DA PAIXÃO - POR DANUZA LEÃO




Do primeiro ela gostou porque era ciumento ?
Para muitos, ciúme é prova de amor.
Ele controlava sua vida, telefonava o dia todo e, se ela tivesse ido ao cinema, pedia para contar o filme; armava ciladas para ver se descobria alguma contradição e às vezes até parecia decepcionado por não conseguir flagrá-la em nenhuma mentira.
Ciumentos não precisam de razão para sofrer.
Um dia acabou, claro, e ela partiu para o oposto.

Esse tinha a cuca bem fresca e, se chegasse em casa depois dele, não havia perguntas; podia sair para jantar com uma amiga, na volta ele já estava dormindo e dormindo continuava.
Como não há mulher que suporte isso, o romance também acabou.

Aí ela resolveu ficar sozinha por uns tempos: homens são muito espaçosos, criam muito caso, e com eles não se tem tempo para nada.
Quem mora só desfruta de todos os direitos, entre eles o de manter a geladeira vazia, fazer ginástica à noite e dormir cheia de cremes na cara, o que não tem preço.
Mas não demorou muito a lua-de-mel com ela mesma; achou que já era hora de arranjar um namorado novo, mas estava determinada: morar junto, nunca mais.
Difícil mesmo foi combinar as regras do novo jogo: vale telefonar às 11 da noite para dar um beijinho de boanoite?
Vale, claro.
Mas, se o outro não estiver em casa, dá para perguntar por onde ele andava?
E, se o telefone estiver ocupado durante horas, é lícito perguntar: "Com quem você estava falando?"
De preferência, não, pois perguntar já é controle, e isso não pode.
Começou a não dar certo.
Se ele dormisse na casa dela toda noite, virava casamento; mas, se dizia "Te ligo amanhã", ela se sentia rejeitada.
Acabaram chegando ao impasse: ou se separavam ou iam morar juntos e ter um filho.
Tiveram juízo e preferiram acabar.

Mas, pensou, não é possível passar a vida juntando e separando, juntando e separando.
Como viver nesse vai-e-vem emocional?
Qual a saída?
Descobriu que "saída" não existe e que ninguém é feliz 24 horas por dia; que viver junto é ótimo, mas às vezes um verdadeiro inferno (e viver só também).
Então, passou a se preparar para os futuros namoros (ou casamentos).
Quais as qualidades mais importantes para conseguir viver a dois sem sucumbir aos ímpetos assassinos que às vezes surgem?
Começou a se perguntar se era paciente, tolerante, se tinha jogo de cintura, se era capaz de mudar de opinião quando preciso, se gostava de crianças (não existe homem a partir dos 25 que não venha com pelo menos duas).
Conseguiria não ter ciúmes delas nem da mãe delas?
Seria capaz de fazer das tripas coração e passar a noite de Natal com a família dele, sorrindo e sem beber uma só gota de álcool (reuniões familiares são estressantes e a combinação stress + álcool não costuma dar certo), tendo a coragem de reconhecer que queria estar numa praia do Nordeste com ele ou sem ele, talvez de preferência sem?
E chegou à conclusão de que é capaz de tudo isso, sim, e de muito mais, com uma única condição: estar apaixonada.

Poetivado às: 12:09 PM


Sábado, Março 08, 2008

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES




Não se esqueças de mim...

Sim, eu quero ser lembrada sempre...
Por aquele que um dia me teve, mesmo que foi só por uma vez...
Ou que por muitas sentiu o deleite...
Que um dia qualquer sinta saudade,
Seja por ter sentido o cheiro do meu perfume em outra mulher,
Seja por nunca mais ter sentido o mesmo cheiro...

Sim, eu quero ser lembrada sempre...
Por aqueles que até eu mesma já me esqueci,
Por aqueles que por vezes ainda lembro,
Por aquele que ainda por momentos suspiro, sentindo saudade...

Sim, quero ser lembrada sempre...
Pela palavra que disse e que nunca foi esquecida,
Pelo meu jeito maluco de menina mulher,
Pelas brincadeiras sem nexo e até pelas brigas,
Mas sei que não quero ser esquecida...

Sim, sempre lembrada,
De certa forma, amada...
Com um ar de nostalgia, sentida,
Com um olhar perdido, ser encontrada...

Sim, quero ser lembrada.
Por noites que meu riso ecoava,
Por dias que por causa da saudade, eu cobrava,
Por apelos de eterno amor, talvez perdi
E por ser um pouco calada, esquecida me fiz.

E quero ser lembrada pelo bom que deixei,
Pelo gosto ruim que o tempo destilou ou até perpetuou,
Mas lembrada...

Pelo excesso.
Pela falta.
Pelo amor.
Pela falta de amor.

Pelo cabelo.
Pelo riso.
Pelo brilho.
Pela falta de brilho.

Por ter sido sincera.
Por ter sido dissimulada.

Mas como mulher, eu quero ser sempre lembrada.



By: Adriana Csanady.

Poetivado às: 9:53 PM


Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008

QUATRO ANOS...





O tempo passou...
Por vezes rapidamente
Por vezes lentamente...
Amar é estranho mesmo, mesmo e mesmo assim ama-se sempre.

Marcas ficam, marcas se vão...
Mudamos, mudam, simplesmente mudaremos.
Por vezes sem notar, por vezes notando...

Amamos já de uma forma que já nem sabemos como é não mais amar...

Amar, mudar...
Tudo muito parecido com o tempo...
Por vezes tudo muito lentamente
Por vezes muito rapidamente...



By: Adriana Csanády.


* A imagem do Google é um símbolo da busca e do encontro ao amor eterno...
Happy Valentine´s Day too...

Poetivado às: 8:56 PM


Segunda-feira, Dezembro 31, 2007

ANO-NOVO

Poetivado às: 12:27 AM


Domingo, Novembro 18, 2007

ATÉ AMANHÃ...




Você me pergunta:
- Se lembrou de mim?
- Eu na verdade nunca te esqueci, mas isso é um detalhe...
Declaro rindo...

Tenho até medo desse amor, que é tão paciente, enorme e por vezes brinca de cirandinha em minha mente,
Me faz sentir criança, me faz sentir mulher, na verdade não passo de uma adolescente...
Largaria tudo, por instantes ao seu lado.
Por vezes é difícil explicar como tanta coisa continua aqui por tantos anos...
Nem eu sei.
Mas quem disse que amor precisa de explicações mesmo?
Apenas tentativas, vagas esperanças e declarações...

Mas em que hora foi mesmo que resolvi me declarar?
Teria sido melhor ficar só na brincadeira, fingindo não te amar...
Porém amor guardado num só peito é nulo.
De que adianta apenas os ventos saberem?

Acho que perdi quando tentei fazer o jogo de não levo a sério
E quem sabe um dia posso ganhar falando o que se passa dentro de mim...
Agora você já sabe, fica feliz, me enche de bambeiras nas pernas pelo amanhã
Será que esse amanhã irá acontecer?
Sei lá...

Vou tratar mesmo de dormir bem cedinho, para amanhã estar com a pele linda e meu melhor sorriso, para te dizer:
- Vem cá meu bem, estava com tanta saudade, afinal faz tanto tempo que não te via...

Até amanhã, ou até daqui há alguns meses, caso nosso encontro não acontecer...

Aprendedi contigo a esperar...
E um bom amor é maturado com o tempo...
Disso já sei.


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 2:29 PM


Terça-feira, Julho 03, 2007

MORTE EM VIDA...




Morre a alma que não ri, que não goza, que não sente prazer...
Morre a alma que não canta, não fala tolices, não dança, não sabe se divertir.

Morre a alma que chora, lamenta a vida, se satura de dor.
Morre a alma que perdeu a esperança, que não vê luz no fim do túnel, que se perdeu no passado.

Morre a alma que já não discute, apenas acata.
Que já não luta, apenas aceita.
Que já não mais encontra alegria, apenas suspira.

Morre a alma que pertence a um corpo apenas,
Corpo este que não faz mais o que quer,
Que se prendeu em amarras fortes, não consegue desatar os nós.
Morre a alma num corpo cheio de vida, em qQue os olhos já não brilham mais.
Que clama por vida, mas sem forças apenas sobrevive e sonha com o que viveu.

Morre a alma.
Sobra a vida.
Sobra um corpo desgastado e sem vigor.
Sobra vida.
Falta alma.
Morre a alma sem cor.



By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 11:16 PM


Segunda-feira, Novembro 27, 2006

INJUSTIÇA...




"E falta sempre uma coisa, um copo, uma brisa, uma frase,
E a vida dói quanto mais se goza e quanto mais se inventa."

Álvaro de Campos.



Agora eu continuo:

"E a vida dói mais quando parecia tudo estar bem demais.
Um deslize, um atalho pro fim.
Uma queda, queda livre pro abismo
Ou agora seria um impulso para o alto?

E dói mais a cada frase dita e lembrada,
As promessas de nunca mais e para sempre.
O pedaço de ti que você disse que iria tirar e me dar para minha mágoa cessar...
Que pedaço é esse de você ia me dar?

E dói mais a cada dia,
Em cada buraco que ficou em mim
Pela falta que sinto de você.
Que amor é esse que mesmo sendo aniquilado ainda sobrevive?
Que parte de mim espera um algo mais?

E continua doendo, não a cada vez que lembro
E sim a cada vez que não consigo esquecer."


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 8:46 PM


Terça-feira, Novembro 21, 2006

SAUDADE...



E vou seguindo meus dias,
Sem saber aonde piso ou para onde vou...
São passos lentos que rapidamente se repetem aos meus pés...
São dias longos que num breve piscar se vão...

E sigo cantando alguma canção que me faz lembrar de você,
Para que a tristeza não tome conta de mim,
Para que a saudade se torne mais leve,
Para que quando eu acordar possa ver no calendário a data de seu regresso.
Em seu riso lindo me confortar,
E sentir depois de tanto tempo, que na verdade nem foi tanto tempo assim...

E sigo calmamente,
Sem saber como, mas sabendo onde quero chegar.
O caminho é simples, apenas tortuoso.
O alvo é o seu coração.
Um dia chegarei lá.

Enquanto isso, continuo seguindo em frente,
Fingindo não saber que sou invisível.
Fazendo versos com minha esperança,
Sorrindo com as lembranças,
Deixando dormir um pouco o meu amor,
Sabendo que um dia você irá voltar...



By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 2:58 AM


Sábado, Setembro 23, 2006

PAUSA...




Esta é uma pausa triste.
É um silêncio, que incomoda, a qualquer momento.
É o desespero, pela imaturidade da compreensão.
É o não conter o impulso da racionalidade.
É uma morte, indesejada.
É o continuar a amar-te e a sofrer, mesmo sem nada.
É uma noite, escura de tudo, em profunda solidão,
Na saudade de ser dia, ontem.

Tenho tanta pena de nós.



João Jacinto

Poetivado às: 4:58 PM


Sábado, Julho 01, 2006

AGORA



Um alívio pesado
Uma solidão que preenche
Um silêncio gritante
Um vazio tão cheio...

Um frio que acolhe
Uma lembrança esquecida
Uma foto apagada
Um abismo tão raso...

Uma ausência presente
Um som calado
Uma esperança morta
Um tempo perdido...

Na boca um doce fel
Nos olhos um olhar cego
No corpo um descanso cansado
Nos pés um caminho parado...

Nem um adeus para dar
Nem uma palavra a falar
Nem uma promessa a fazer
Nem um futuro a programar...

Um tudo de nada
Nas coisas que mudaram estaticamente...
E assim se faz a separação em nós.


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 5:26 PM


Terça-feira, Março 28, 2006

FALTA DE CORAGEM



Depois de tanto tempo passo na sua casa.
Haja coragem para descer do carro e a campainha tocar.
Num gesto sobre-humano eu consigo,
Finjo parecer normal, mas quem disse que estou ?

Bambeira mortal nas pernas,
Sensação que vou desabar bem ali, na porta da sua casa...
Toquei...
Mas ninguém atendeu.
Deixei um presente no seu portão,
Liguei, avisei, tudo certo.

Quando decido ir embora você chegou.
Eu ali, do outro lado da rua, menos de dois metros,
Você nem me viu...
Pegou o presente e entrou.
Me faltou coragem para descer, para dizer oi,
Sem reação, imóvel, dentro do carro fiquei,
Apenas te observando, por eternos e inesquecíveis segundos...

Fui embora, sem que ao menos você soubesse de mim.
Mas consegui mais uma imagem sua
Que guardo aqui dentro de mim...
Faço de tudo um filminho...
Reassisto quando quiser.

Um outro dia eu tomo coragem,
E como diz minha amiga Ana Carolina:
"Vou bater na sua porta de noite completamente nua...
Quem sabe então assim, você repare em mim..."



By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 12:08 PM


Segunda-feira, Março 20, 2006

OUTONO



Enfim, chegou o Outono...
Bate uma certa tristeza...
Os dias ficam mais cinzas,
Chove todo dia,
Meu cabelo cai mais,
E consigo ver certas rugas aparecendo rapidamente.

Parece que folhas não caem só das árvores,
Folhas caem de mim também...
Anunciando que a Primavera passou há tempos,
Que do verão ficou só o calor,
E mais nenhuma lembrança para se guardar.

Outono chove,
Asfixiada minha alma clama,
Por uma gota de orvalho quente...
Chuva dentro de mim.
Daqui a pouco vem o Inverno.
Depois outro Verão.
Os anos estão passando tão depressa,
Depressa minha vida pede decisão.

By: Adriana Csanády

Foto: Agência Comstock


Poetivado às: 1:33 PM


Quinta-feira, Março 16, 2006



E eu aqui...
Fumando bitucas...
Dilemas em mim...
São tantos...
Último cigarro inteiro...
Vou deixar para depois...
Não vou me vestir agora para sair para comprar...
Só na hora que for sair de vez de casa.
Pensando, pensando, pensando...
As bitucas estão acabando...
Ai, ai.
O que vou fazer???
Não com os cigarros que acabaram,
Mas com as minhas esperanças que se iniciam...
Aqui, bitucas, restinhos, quase tudo tem solução.
Exceto um certo receio dentro de mim...
Receio do sim e o temor do não, que mais tarde vou descobrir...


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 11:45 AM


Quarta-feira, Março 08, 2006

DIA INTERNACIONAL DA MULHER



"Mulheres" - por Luis Fernando Veríssimo

"Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa:
elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto - sentido. Alguém duvida de que ele
exista?

E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes,
em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?

E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está
ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?

E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de
Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de
vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não
leva. O que acontece? O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase
duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado
chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!

Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa poça..." Se
você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para
comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...

O sexto - sentido não faz sentido! É a comunicação direta com Deus! Assim
é muito fácil... As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente
dentro de si. Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles
mortal? E não satisfeitas em gerar a vida, elas insistem em ensinar a
vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade
integral. Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"...
Tudo isso é meio mágico... Talvez Ele tenha instalado o dispositivo
"coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram
criados à Sua imagem e semelhança).

As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravasam?

Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres
têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um
não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito
devastador sobre os homens... É choro feminino. É choro de mulher...

Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma
a outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário
sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.
Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos...

Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens! E é
com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.
En-fei-ti-çam! E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram
nas áreas de Humanas? Para estudar os homens, é claro! Embora algumas
disfarcem e estudem Exatas...

Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como
poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente
obscuro". Quer evidência maior do que essa?

Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é assim.
O amor as leva para perto Dele, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem
"estar nas nuvens", quando apaixonadas.

É sabido que as mulheres confundem sexo e amor. E isso seria uma falha, se
não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a
própria vida. Pena que eles nunca verão as mulheres - anjos que têm ao
lado. Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a
maior parte do tempo.

Mas elas são anjos depois do sexo - amor. É nessa hora que elas se sentem
o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos. E levitam. Algumas até voam.
Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam. Porque são tomados por um
encantamento que os faz dormir nessa hora..."


A.C.

Poetivado às: 12:12 AM


Sábado, Março 04, 2006

FORA DO AR



O ventilador no teto rodando...
Um calor insuportável.
Acabamos de fazer amor.
Corpos quentes, suor, silêncio
Sua mão no meu corpo,
Mas por vezes não reconheço seu toque,
Não sinto, esqueço, desligo.
Sou esquisita mesmo.

A madrugada silenciosa.
Ruas desertas,
Um ar de ninguém.

Meus pensamentos voam...
Nem sei para onde,
Talvez para ontem ou para um amanhã, sei lá.
Acho que não penso em nada.

Me vem rimas ao acaso na mente.
Odeio quando isso acontece!
Rimas ricas, raras que faço,
Sem nada ter a ver com o momento,
Mas elas vem.

E na cálida noite quente,
Braços mudos me envolvem...
Eu viajo no tempo... Mas questiono o agora:
"O que estou fazendo aqui com ele ?"

Parece que lendo meus pensamentos ele me questiona:
- No que você está pensando ? Tá tão quieta...
- Em nada, amor, tava vendo as pás do ventilador girarem. Estava também vomitando uma poesia, mas amanhã eu já esqueci dela. Que pena... Tava tão bonitinha... Ahhh esquece, quanta bobeira! Vem cá vem, vamos dormir!


By: Adriana Csánady.



Foto: Maky

Poetivado às: 12:58 PM


Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006

CARNAVAL



Nem sinal de ti.
Nem poeira deixou na Avenida.
Nem seu sorriso,
Nem seu ar,
Nada.
Um enorme nada de você.

Quem sabe um dia te encontro,
Nessa vida, numa Avenida qualquer,
E consiga ter de volta seu sorriso pra mim,
Assim, só meu, pertinho...

Talvez eu vá rir de tudo,
E não mais lamentar por não te ver,
Simplesmente por apenas novamente te ter.


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 11:34 PM


Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

O PACTO



Tínhamos acabado de transar, em um sofá, na casa dela.
Seus pais tinham saído, mas voltariam logo. Por isso, preferimos ficar na sala mesmo. Era um pouco desconfortável, mas compensava o desconforto. Ficamos assim, abraçados. Curtindo aquele momento. Não éramos namorados, nem nada. Só amigos. Ou talvez, nem isso. Só andávamos na mesma turma. Mas tínhamos acabado ali, naquele sofá. Ficamos jogando conversa fora, falando um monte de besteiras. De repente ela parou, me olhou nos olhos e disse:
- "Vamos fazer um pacto?" Assim, de repente, sem mais nem menos. Vamos fazer um pacto. Foi o que ela perguntou.
- "Claro", eu respondi, até porque não pensei em nada melhor.
- "Se a gente não casar com outra pessoa até completarmos vinte e cinco anos, a gente se casa, eu e você, combinado?"
Não sei por que ela pensou nessa besteira. Mas nunca gostei de magoar uma garota.
- "Sim, combinado", eu disse sorrindo. Ela sorriu também e parecia satisfeita com a idéia.
Vinte e cinco anos. Pra mim faltava uns setes, pra chegar. Era tempo suficiente pra você prometer um monte de coisa que tinha certeza de que não iría cumprir. Não pretendia casar antes dos vinte e cinco mesmo. Aliás, nem pensava sobre isso. Tinha outras preocupações.
Pouco depois os pais delas chegaram, foi aquele corre-corre pra vestir as roupas e fingir naturalidade.
Passou. Paramos de andar na mesma turma. Parei de andar em turmas. Fui pra faculdade. Ela mudou de cidade. Comecei namorar. E já estava até pensando em casar. Tinha deixado meus vinte e cinco anos pra trás. Juro que nunca lembrei-me daquele pacto. Até o dia em que ela apareceu em minha porta. Não a reconheceria se a encontrasse na rua. Estava muito mudada. Em ótima forma, eu diria. Chamei ela pra entrar. Ela disse que tinha pressa. Só queria me pedir uma coisa, mas estava sem jeito. Eu disse que ela podia pedir o que quisesse.
- "Lembra daquele pacto que fizemos?"
Por um momento achei que ela estava brincando.
- "Aquele que a gente ía se casar", ela ajudou a minha memória.
- "Ah, sim, lembro sim", disse sorrindo, meio sem graça.
- "Então, eu vim aqui pedir pra você me libertar desse pacto."
- "Te libertar?"
- "É, me libertar"
Não entendi. Convidei ela, mais uma vez, pra entrar. Ela entrou. Pedi pra me explicar como era aquilo. Ela disse que não vinha tendo sorte no amor, depois que terminou o último namoro ela foi procurar uma dessas benzedeira. A mãe-de-santo perguntou se ela tinha feito algum pacto de fidelidade com alguém. Então ela contou sobre esse pacto comigo e a mulher disse que ela tinha que desfazer, senão ela não teria sucesso na vida amorosa. Essa baboseira toda. Eu estava achando aquilo delicioso, parecia as história que meu avô contava. Ela não levou a benzedeira muito à serio. Mas agora estava gostando de um garoto do serviço, e eles chegaram até a ficar juntos, mas o rapaz se afastara, misteriosamente.
- "Puxa", eu disse, "e o que você quer que eu faça?"
- "É só dizer que eu estou livre do pacto que fiz com você."
Bom, se era só isso, era fácil. Disse bem alto que ela estava livre pra sempre do nosso ingênuo pacto de adolescente. Ela sorriu, me deu um beijo no rosto e foi embora, feliz. Eu fiquei olhando ela sair e acabei concordando que tinha me enganado com minha previsão: ela tinha se tornado uma linda mulher. Ao entrar em casa, senti o perfume que ela deixara no ar e até toquei o local onde ela me beijou. Não sei por que mas, de repente, fiquei meio deprimido. Nunca entendi de metafísica, sou ateu convicto. Mas acabara de libertar alguém, que nunca esteve preso a mim, e começava a sentir sua falta.



Escrito por: Genio Alves


Poetivado às: 12:23 AM


Quarta-feira, Novembro 09, 2005

SEJA UM IDIOTA



A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.
Putz!
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos.
E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu chefe disse.
Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele.
Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas.
E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar.

Eu não quero alguém assim comigo.
Você quer?
Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva.
Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria.
Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche"

Arnaldo Jabor

Poetivado às: 11:13 PM


Sábado, Outubro 15, 2005

A ARTE DE ENSINAR



Nos ensinaram na escola que o importante na vida é ter que saber resolver as equações, teorias, raiz quadrada, polinômios, logaritmos.
Quantas combinações possíveis existem em 10.564 números distintos.
E se tocar que infinito é aquilo que vira dízima periódica.
O que vem a ser o tal do Pi.

Aplicar análises sintáticas, morfológicas, pretérito mais que perfeito do indicativo, os quatro usos do "porque".
Estrutura de uma redação, dissertação e outros "ãos".

Saber onde fica Alabama, Beijin, Estreito de Gibraltar, este ou aquele país.
Decorar as capitais do Brasil.

Entender atitudes de Hitler, Mussolini, Mao Tse Tung, Jânio e JK.
Saber data da Guerra de Canudos, quem foi Dom Pedro e o que fez Getúlio.
Porque a cruz da coroa da Hungria é torta.

Descobrir o que é uma célula, uma molécula e a tabela periódica.
Fazer desenhos de junção de átomos.
Analisar a estrutura de uma substância.
O que são prótons, íons e elétrons.
O Ph das coisas.

Sem deixar de lado os Hinos Nacionais, as cores primárias, secundárias e terciárias, passeando pelos ângulos, losangos, graus...

Massacraram nossas mentes em fórmulas para descobrir em quantos segundos uma pedrinha de 10 gramas demora a chegar ao chão numa altura de 5 metros.
Quanto tempo demora a ferver 1 litro de água na altitude zero ou a 450 metros.

Nos perdemos entre cálculos e textos.

Tantos anos sentados numa sala de aula, diante de tantos professores, tantas decorebas, matérias, conhecimento geral.
Tudo tão inútil...

E hoje percebo que "eles", nossos professores, pouco falaram e ensinaram sobre a VIDA.

Sim, a vida que a gente vive no dia a dia.
A fórmula certa para quando a gente se apaixona e parece que os pés não tocam o chão.
O que é aquela reação química que acontece dentro de nós quando ficamos com medo.
O de como agir de forma a não machucar ou magoar as pessoas.
De como ser íntegro.
De saber que mais importante que um dia de aula é sair por aí descalço numa tarde de primavera e apreciar o som do ar.
Desafiar a lei da gravidade pulando de pára-quedas.

Não... Não nos ensinaram a lidar com as pessoas, com o sentimento dos animais, com o retorno da natureza, com a energia que tem dentro de cada um e de cada lugar.
Como fazer com que isso reverta a nosso favor.

Não estimularam a descobrir que homens e mulheres pensam e agem de forma diferente por conta de seus hormônios.
Não disseram como combater a TPM, ou educar filhos, ou ter sucesso profissional.
Como fazer para poupar dinheiro.
Se tornar próspero.
Não ser compulsivo nas compras num shopping.
Como se conhecer, auto analisar e ver o padrão de quem está ao nosso lado para entendê-lo melhor.

Ensinaram línguas estrangeiras, mas esqueceram da linguagem corporal, e saímos pelo mundo com a certeza que "sabemos" tudo, mas deixamos de lado o abraço, o sorriso, o bom dia a quem não conhecemos, por simples medo do contato...
Não nos tocamos, e perdidos vamos tateando sozinhos até cada um se encontrar...
Quando se encontram.

Esqueceram de falar de prazer, individualidade, respeito, direitos, dialogo, amor, raiva, esperança.

Então penso: a escola deveria fazer um papel diferente.
Não deveria apenas ensinar o que está nos livros, mas se cada um de nós por apenas quatro ou cindo aulas no ano, tivéssemos a oportunidade de ter escutado de nossos professores sua experiência de vida em alguma situação real, de como foi aquele vexame imperdoável, de onde arrumou recursos para sobreviver, aquela recordação de infância com cheiro de bolo de avó, da paixão quase inocente, da lição de moral dita pelo pai, da chave do carro roubada, do braço quebrado e de tantas outras coisas normais... Com certeza aquela seria a aula mais importante e inesquecível de nossas vidas.

Sairíamos no mundo mais seguros, com menos grilos, mais leves e felizes.

Professores são pessoas... Pessoas que formam GENTE!

Fica aqui minha homenagem a estes mestres, que eu tenho certeza, que tem muito mais a ensinar do que rege o cronograma do Ministério da Educação.

Tentem ao menos uma vez, ao entrarem na sala de aula, dizer:
- Fechem seus cadernos, pois hoje vou falar de do tema VIVER... Alguma pergunta?



By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 2:21 AM


Sexta-feira, Outubro 07, 2005

AMOR INCONDICIONAL...



Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba.
Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona...
Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação!!!

(Madre Teresa de Calcutá)

E é assim que eu te amo... Sem explicações...

A.C.

Poetivado às: 3:36 PM


Sexta-feira, Setembro 30, 2005

PASSO...




E ainda de vez enquanto passo
Por debaixo da sua janela, na sua rua...

Olho... Passo, lembro...
Olho pra cima, olhando lá pra trás...

Saudade de você... Do que vivi
Inesquecível.

Passo... Dou a volta e repasso...
Mas só vejo as sombras das árvores... Nada de você...

Continuarei sempre passando
Pensando em resgatar o perdido
Quem sabe um dia você percebe meu cheiro no ar...


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 12:20 AM


Terça-feira, Setembro 27, 2005

E SE A MÁQUINA FICAR TE OLHANDO ?



Num certo dia, Amanda e Eric estavam caminhando por uma rua pouco movimentada na noite de uma sexta feira.
Conversavam sobre as pessoas, a sociedade, regras e coisas da vida.

Enquanto conversavam, Eric fotografava os carros que às vezes passavam.
Também fotografava as luzes e as pessoas andando de bicicleta. Eric dizia que estava procurando colocar vida naquela silenciosa paisagem noturna.

Num certo momento, Amanda pediu a máquina emprestada para Eric e também saiu fotografando.
Aí um tempo depois ela olhou para o semblante de Eric. Ele estava ótimo para uma fotografia! Amanda disse:

- Vou tirar uma foto tua!

- Vou tirar uma foto tua!

E Eric, do aspecto tranqüilo e contemplativo, passou a ter um aspecto tenso em seu rosto. Amanda disse:

- Ah Eric! Fica que nem você tava!

Mas Eric não conseguia. E Amanda segurava a câmera aguardando a oportunidade de uma boa foto enquanto dizia:

- Pôxa, você estragou a foto!

- Mas... Mas... Eu tô normal Amanda! - dizia Eric ainda com um aspecto tenso em seu rosto.

- Não está!

Amanda devolveu a câmera para Eric e os dois ficaram em silêncio durante um tempo.

E aos poucos Eric deixava ir embora seu aspecto tenso para dar novamente vida ao garoto tranqüilo e contemplativo que era há dez minutos.

Amanda percebeu a mudança de Eric e perguntou:

- Qual é o seu problema Eric? Enquanto eu estava com a câmera apontada para ti você parecia um bicho do mato e não conseguia nem piscar direito, mas agora anda tranquilão, como se nada tivesse acontecido.

- O problema é que você me via - respondeu Eric.

- Mas agora eu continuo te vendo!

- Não. Agora você compartilha um pouco de vida ao meu lado.

- Não entendi.

- Você já me conhece o suficiente para me ver e dar mais atenção ao que sou, e não ao que pareço ser. A câmera não...

Eric parou, focalizou o rosto de Amanda, disparou e concluiu:

- Essa foto tua é algo quase eterno. Bem cuidada ela dura para sempre. Já imaginou? Como é que você gostaria de ser lembrada para sempre? Será que é com essa roupa? Com esse penteado? Com esse olhar?

- Eu não gostaria de ser lembrada pela minha aparência - disse Amanda olhando para baixo, depois continuou - eu gostaria de ser lembrada pelo que sou!

- A máquina fotográfica não ouve. Ela apenas vê um momento que nunca mais vai acontecer de novo, mas ela não sabe o que te levou para este momento e onde este momento te levará.

Amanda olhou para Eric e disse:

- Quando revelar devolve a minha foto e queime os negativos tá?

- Hmmm... Sei lá...

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Extraído do Blog: Golfinhu2..



A.C.

Poetivado às: 12:30 AM


Quarta-feira, Julho 20, 2005

MATANDO A SAUDADE...



- Faz tempo que a gente não se vê...
- Sim... Muito tempo... (respondi feliz)

É tão bom ouvir isso de você
Por dois minutos saí do meu mundo, levitei, fiquei feliz,
Um sorriso maroto no rosto,
Uma bambeira nas pernas,
Um frio nas mãos...
É... Faz tempo que não sentia isso...
A pequena grande felicidade de falar com você,
Depois de tanto tempo...

Sim... Faz tempo.


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 7:06 PM


Segunda-feira, Julho 04, 2005

SEMENTE...



O homem também é uma semente, uma possibilidade, um potencial, uma esperança, uma promessa.
Mas a semente ainda não é flor.
Na essência, ela tem a capacidade de milhõs de flores, mas isso ainda não é a realidade.
As flores tem de ser tornadas realidade.

Osho

Poetivado às: 11:48 PM


Sexta-feira, Março 04, 2005

SONHOS



Um piloto fazia arrojadamente uma aventura ao redor do mundo com um frágil
monomotor, de repente ouviu um estranho ruído que vinha atrás do seu
assento. Percebeu que havia um rato a roer a cobertura da lona e destruiria
o frágil avião. Seu primeiro impulso foi voltar ao aeroporto. Mas, pensando
bem, decidiu voar cada vez mais alto, à medida que o avião ganhava altura,
os ruídos foram diminuindo, até desaparecerem...

Muitas vezes quando você decolar em direção ao seus sonhos, ouvirá muitos
ruídos denunciando a presença de muitos ratinhos a bordo; talvez sua reação
seja de voltar para matá-los com as próprias mãos. Resista à tentação de
abandonar os seus sonhos e voe mais alto. À medida que você continuar
subindo, os ratinhos vão ficar admirados com sua coragem e darão um jeito de
descer antes que a altura seja grande demais.
Se alguém te ameaçar com inveja, calúnia, maledicência, voe mais alto. Se o
criticarem destrutivamente, voe mais alto ainda.

Você verá que todos foram embora. É que os ratos não suportam altura...


A.C.

Poetivado às: 11:29 AM


Quarta-feira, Março 02, 2005

A TRISTEZA DO FIM...



Difícil saber onde começa...
O começo do fim...
Talvez naquele dia, naquela briga, naquele segundo quando frustraram-se expectativas...
Não importa.
O começo do fim uma hora tem fim.
E tudo termina.
O limite extrapola a paciência não é mais a mesma, a rotina das discussões sem fim e sem nexo que se repetem minando o bom que há.
As velhas desculpas, as mesmas promessas, as mudanças que não vieram.
O fim...
Uma hora a gente tem que perceber que não dá mais para ficar assim.
O fim.

Tristeza dentre do peito,
A casa fica vazia, tão complicado dizer ADEUS, CHEGA, NÃO DÁ MAIS...
A vida da gente fica vazia, mais vazia do que as gavetas que antes abrigavam as roupas, que agora mudaram de endereço.
Dependência da presença.
O silêncio impera dolorosamente em mim...

Complicada essa fase de ressaca emocional.
O day after day after... Hoje o dia se arrastou mais que ontem... Trás em si o peso das horas que faltam para eu chegar em casa e me encontrar com o nada.

Difícil me recompor mais uma vez.
Amarga na boca a sensação de fracasso, mesmo não tendo o ônus da culpa.
A cada vez se torna mais árdua a tarefa de levantar a poeira e dar a volta por cima.
Culpa da idade? Não sei.
Culpa das frustrações amealhadas ao longo da vida? Vai saber.
Destilação gradativa feita a custa de lágrimas, pesar e insônia.

Fim.
Mais uma vez.

Vai passar... Não sei quanto tempo vou precisar desta vez, mas a única coisa que me conforta é que sei que vai passar...
Sempre passa... Tudo passa... E nós: passarinho.


By: Adriana Csanády.

Poetivado às: 7:07 PM


Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005

SONHE COM AS ESTRELAS



Sonhe com as
estrelas, apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento,
ele precisa correr por toda parte,
ele tem pressa de chegar,
sabe-se lá aonde.
As lágrimas?
Não as seque,
elas precisam correr na minha,
na sua, em todas as faces.
O sorriso!
Esse você deve segurar,
não o deixe ir embora, agarre-o!
Persiga um sonho,
mas, não o deixe viver sozinho.
Alimente a sua alma com amor,
cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas, não enlouqueça por elas.
Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.
Alague seu coração de esperanças,
mas, não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Circunda-se de rosas, ama, e cala.
O mais é nada".


(Fernando Pessoa)


A.C.

Poetivado às: 11:33 PM


PENAS NO CAMINHO




Uma mulher começou a espalhar rumores (fazer fofocas) sobre um vizinho.
Em poucos dias, todo o vilarejo já estava sabendo sobre a história e a pessoa
em questão ficou profundamente machucada e ofendida. Mais tarde, a mulher
responsável pelos rumores descobriu que o que ela havia dito era
completamente falso. Ela ficou arrependida e foi a um sábio perguntar o que
ela poderia fazer para reparar o mal que havia feito. O sábio respondeu:

- Vá ao mercado, compre uma galinha e mate-a. No caminho de casa, retire
todas as penas dela e jogue-as, uma por uma, ao longo da estrada.
Embora surpresa pelo conselho, a mulher fez o que havia sido pedido.

No dia seguinte, procurou o sábio novamente.
- E aí! O que faço agora?

O sábio pediu que fizesse da seguinte maneira:
- Agora, volte lá e recolha todas as penas que você jogou ontem, e traga-as
de volta para mim.

Seguindo as recomendações a mulher tomou o mesmo caminho, mas ficou muito
decepcionada. Observou que o vento havia levado todas as penas embora.
Conseguiu recuperar apenas três penas e assim mesmo depois de horas de
busca.
- Você vê, disse o sábio, é fácil joga-las pelo caminho, mas impossível
recuperá-las de volta. É assim também com rumores e fofocas. Não leva muito
tempo para espalhá-los, mas uma vez feito, você nunca irá desfazer
completamente o estrago que causou.


Pensemos nisso antes de falarmos algo sobre alguém.


A.C.

Poetivado às: 12:09 AM


Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005

BARULHO DE CARROÇA




Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque.

E eu aceitei com prazer.

Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia...

Perguntei ao meu pai:

- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia,

Por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais,

Inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo,

Tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:



QUANTO MAIS VAZIA A CARROÇA, MAIS VOCÊ OUVE O BARULHO!



A.C.

Poetivado às: 8:46 PM


Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005

JÁ ERA...



Faltou alguma coisa, faltou algo muito sútil pra que tudo se encaixasse como que por encanto. faltou algum ingrediente mágico.

Ou não.

Talvez fosse algo em excesso, um elemento estranho e estraga-prazeres, um penetra disfarçado, um passado que não passou.

Vai ver é por isso que os pretéritos andam tão imperfeitos.

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Foto e Texto: Rene de Paula Jr.


A.C.

Poetivado às: 11:57 PM


TRISTE CARNAVAL



E meu carnaval ficou mais triste...
Mesmo com tantas cores na avenida,
Tantos risos,
Canto, samba e felicidade...

Meu carnaval desbotou
Ao não ter te visto lá
Dançando feliz, como menino...

Não... Você não estava lá a desfilar
Nem a deixar seu charme passando pela avenida
Nem seu sorriso vi
Nem sua voz ouvi
Seu olhar pude apreciar...
Você não apareceu...

E eu... Colombina... Fiquei mais triste
No meio de tanta gente
Só procurava por você...

Mas esse ano a distância aumentou
E nem na avenida a desfilar
Pude te ver...


By: Adriana Csanády

Poetivado às: 11:00 PM


Sexta-feira, Janeiro 07, 2005

MINHA CARA ???



No princípio eu era EVA
Nascida para a felicidade de Adão
E meu paraíso tornou-se trevas
Porque ousei libertação.

Mais tarde fui MARIA
Meu pecado remiria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isto não bastaria
Para eu encontrar perdão!

Passei a ser AMÉLIA
A mulher de verdade
Para a sociedade.
Não tinha a menor vaidade,
Mas sonhava com igualdade.

Muito tempo depois decidi:
não dá mais.
Quero a minha dignidade,
Tenho meus ideais!
Mas o preconceito atroz
Meus 129 nomes queimou.
Então, o mundo acordou
Diante da chama lilás!

Hoje, não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família,
Sou ourives, taxista, piloto de avião,
Policial feminina, operária de construção!
Ao mundo peço licença,
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é Competência
O meu nome é MULHER!

(autor desconhecido)

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LEGAL, NÉ DRI? LEMBREI DE VC!

BEIJOS,


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Então... essa é a minha cara (?) ...

A.C.

Poetivado às: 11:14 AM


SER FELIZ É:



Acordar e ter de trabalhar.
Ver a caixa do correio cheia e...
Ter um monte de recados na secretária...
Mas no meio deles, um que diz: "Tô morrendo de saudades de você!"
Ver que, no almoço, a cozinheira fez uma salada de beterraba...
Mas o prato principal está apetitoso e é o seu preferido!
Estar num trânsito terrível, mas ao ligar o rádio, ouvir a sua música predileta
tocando, lembrando de alguém especial!
Brigar com o cachorro porque ele comeu seu sapato...
Mas ser recebido por ele com "festa" todos os dias quando chega em casa!

Ser feliz é chegar em casa exausto...
Mas ainda assim ser arrastado prá balada por uma porção de amigos!
Enfim, ser feliz é ter um monte de problemas, mas ser capaz de sorrir com as
pequenas coisas do dia-a- dia !!!

Ser feliz é.... Reconhecer que temos pessoas especiais ao nosso lado...mesmo
estando a quilômetros de distância.
Ser feliz é ter amigos assim, Amigos assim como você !!!

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que
acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas
incomparáveis.

Fernando Pessoa

A.C.

Poetivado às: 11:01 AM


Quinta-feira, Dezembro 30, 2004

AMIGO, UM ENSAIO



Difícil querer definir amigo.
Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas.
É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu.
É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz.
É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você.
É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.

É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir".
É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas aguas agitadas.
É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia.
É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.

Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias,
faz piada amenizando problemas.
É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você.
É quem sabe que viver é ter história pra contar.
É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos.
É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.

Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas.
É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos.
Amigo é multimídia.

Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática.
É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo.
É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão
esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes
mesmos olhos estão amplificando tristeza interior.
É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.

Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação :
amigo é quem te ama "e ponto".
É verdade e razão, sonho e sentimento.
Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.


(Marcelo Batalha, 20/10/96)
http://www.geocities.com/marcelobatalha/batpoesi.htm

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Obrigada meus amigos, por estarem sempre comigo.

A.C.

Poetivado às: 2:52 PM


Quarta-feira, Outubro 27, 2004

TÉRMINNO DAS ESPERANÇAS



E de tão cansado de esperar...
Fez-se morta toda e qualquer esperança de reviver o vivido.

De tanto o tempo passar
A vida deu voltas e nos deixou tão distantes.

De tanto querer, te querer, isso de nada adiantou
Você viveu como sempre
Como se eu não tivesse existido, claro, e foi ser feliz com outro alguém...

E de fato, a vida gira, agora não tem mais como mesmo
Seguir em frente, sem olhar para trás
Apenas tendo notícias suas de vez enquando
Em qualquer lugar
No fundo saberei se és feliz ou não...
Eu por aqui também vou tentar ser...

E de tanto amar, esperar e sonhar
Hoje pôs-se fim a tudo que trazia dentro do meu peito
Acabou-se a remota esperança enfim.
O fim.


By: Adriana Csanády

Poetivado às: 7:46 PM


Sábado, Setembro 25, 2004

20 DICAS DE SUCESSO



01 Elogie três pessoas por dia
02 Tenha um aperto de mão firme
03 Olhe as pessoas nos olhos
04 Gaste menos do que ganha
05 Saiba perdoar a si e aos outros
06 Trate os outros como gostaria de ser tratado
07 Faça novos amigos
08 Saiba guardar segredos
09 Não adie uma alegria
10 Surpreenda aqueles que você ama com presentes inesperados
11 Sorria
12 Aceite sempre uma mão estendida
13 Pague suas contas em dia
14 Não reze pra pedir coisa, reze para agradecer e pedir sabedoria e coragem
15 Dê às pessoas uma segunda chance
16 Não tome uma decisão quando estiver cansado ou nervoso
17 Respeite todas as coisa vivas, especialmente as indefesas
18 Doe o melhor de si no seu trabalho
19 Seja humilde, principalmente nas vitórias
20 Jamais prive uma pessoa de esperança.
PODE SER QUE ELA SÓ TENHA ISSO.

A.C.

Poetivado às: 2:26 PM


Sábado, Junho 12, 2004

AMOR



Um casal de namorados estava em alta velocidade na estrada...
Menina: - Devagar! estou com medo...
Menino: - Não! é divertido!
Menina: - Não é não! por favor, está me assustando!
Menino: - Então diz que vc me ama!
Menina: - Certo. Eu te amo.
Menino: - Agora me dê um grande abraço.
Menina o abraça
Menino: - Vc pode tirar o meu capacete e colocar em vc? Tá me incomodando!

No jornal do dia seguinte havia seguinte notícia:
"Uma moto bateu por causa de problemas no motor, duas pessoas estavam nela, mas somente uma sobreviveu."

A verdade é que descendo a estrada, o garoto percebeu que os freios haviam falhado, mas ele não queria que a garota soubesse. Ao invés disso ele fez com que ela dissesse que o amava e sentiu seu abraço uma última vez, e a fez colocar o seu capacete para que ela pudesse viver, mesmo sabendo que por causa disso ele iria morrer.
Felizes os que conseguem amar com essa intensidade.
De longe essa foi uma das mais lindas mensgens que eu recebi, e a pessoa que enviou me perguntou:
-E vc para quem daria o capacete?
Pensem nisso.


A.C.

Poetivado às: 2:53 PM


Quinta-feira, Maio 06, 2004

ESTOU CONDENADO A SER LIVRE
(Jean-Paul-Sartre)




Realmente, só pelo fato de ser consciente
das causas que inspiram minhas ações,
estas causas já são objetos transcedentes
para minha consciência; elas estão fora.

Em vão tentaria apreende-las.
Escapo delas pela minha propria existência.
Estou condenado a existir para sempre
além da minha essência,
além das causas e motivos dos meus atos.

Estou condenado a ser livre.
Isso quer dizer que nenhum limite
para liberdade
pode ser estabelecido exceto
à propria liberdade,
ou, se você preferir;
que nós não somos livres
para deixar de ser livres.


..... lembrei demais da Luciana Keiko e da Dri .... que coisa dá sodades ! ! !


Z.P.

Poetivado às: 11:19 AM


Quarta-feira, Maio 05, 2004

PORTO SEGURO



Ele por ela tinha atração.
Ela por ele admiração.
Então o que era distância
Terminou em aproximação.
Mas buscando guardar o que julgavam
Mais valioso do que a própria paixão,
Ele, com um pé atrás ficou
E ela, apenas um pé à frente botou.

E assim ficaram, sãos e salvos
Como navios em porto seguro e calmo,
Sem risco de naufrágio.

Mas o zelo de não cortar os mares,
E de não correr o risco de naufragar jamais
Não impediu que a ferrugem
Os devorasse no cais.


By: Kali

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Nessas minhas andanças pelos Blogs, achei esse aqui.
Essa poesia é a mais pura realidade de como nos podamos de viver pelo simples e terrível medo de se entregar, medo de sofrer, medo... por isso muitas vezes deixamos de amar...


(Foto: Antonio Ramos)


A.C.

Poetivado às: 11:07 PM


Segunda-feira, Abril 19, 2004

PESSOAS SÃO COMO PRESENTES



Vamos falar de gente, de pessoas.
Existe, acaso, algo mais espetacular do que gente ??????
Pessoas são um presente.
Algumas tem um embrulho bonito, como os presentes de Natal, Páscoa ou festa de aniversário.
Outras vem em embalagens comuns.
E há as que ficam machucadas no correio ...
De vez em quando, chega uma registrada. São os presentes valiosos.
Algumas pessoas trazem invólucros fáceis, de outras, é dificílimo, quase impossível, tirar a embalagem, é fita durex que não acaba mais.
Mas ... a embalagem não é o presente.
E tantas pessoas se enganam confundindo a embalagem com o presente.
Porque será que alguns presentes são complicados para se abrir ?
Talvez porque dentro da bonita embalagem, haja muito pouco valor, e bastante vazio, bastante solidão, a decepção seria grande.
Também você amigo, também eu, somos um presente para os outros. Você para mim, eu para você.
Triste se formos apenas um presente-embalagem: muito bem empacotados e quase nada lá dentro !
Quando existe verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser mera embalagem e passamos a categoria de reais presentes.
Nos verdadeiros encontros humanos, acontecem coisas muito comoventes e essenciais: mutuamente vamos nos desembrulhando, desempacotando, revelando ...
Você já experimentou essa imensa alegria da vida ?
A alegria profunda que nasce da alma, quando duas pessoas se comunicam, virando um presente uma para outra ?
O conteúdo interno é o segredo para quem deseja tornar-se presente aos irmãos de cada estrada, e não apenas a embalagem.
Um presente assim, que não necessita de embalagem, é a verdadeira alegria que a gente sente e não consegue descrever, só nasce no verdadeiro encontro com alguém.
A gente abre, sente e agradece a Deus.



(Desconheço o Autor, mas a primeira vez que ouvi essa mensagam, há alguns anos, achei linda...
Anos mais tarde ela caiu em minha mãos novamente... Um presente ! )

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Uma homenagem aos meus poucos e preciosos amigos de verdade...
Veradeiros presentes em minha vida...
Zi, Galu e Dê.

A.C.

Poetivado às: 8:33 PM


Sábado, Março 06, 2004

MADRUGADA PÓS BALADA



A gente cai na noite...
E sem rostos, nos escondemos em insulfimes
Os faróis fechados ou abertos, tanto faz
Passamos batido por todas as ruas...

A chuva fina
O gosto seco do vinho na boca
O cheiro da balada mal resolvida, vivida...

A casa que não chega, a madrugada que passa
Enfim, nada de nada.

Riso dado, sorriso mal feito, aquele meu jeito...
De dia cantando
De noite, brinquedo.

By: Adriana Csanády

Poetivado às: 4:00 AM


Quinta-feira, Março 04, 2004

VIAJANTES




Somos viajantes do tempo em busca de verdades e de esclarecimentos.
Somos viajantes em busca de equilibrio para nossas mentes, corpos e espíritos.
Quando nos propomos hamonizar este tripé da essência humana, passamos a ter pela frente um grande desafio que requer muita habilidade e competência.
Como somos viajantes do tempo, aprendizes da história, teremos que ajustar o nosso relógio biológico para uma viagem pelo nosso interior, purificando nossas emoções. Neste momento, fica claro que nossas maiores buscas habitam o nosso EU interior. Mas o dia-a-dia nos leva para os valores externos, numa dualidade constante entre o "ser" e o "ter" .
Somos viajantes do tempo em busca de equilíbrio, harmonia e integração com o universo que circunda nossos corpos. Somos também seres apaixonados pelo entusiasmo de viver a vida em toda a sua plenitude.
Seja feliz, pois isto é o que realmente importa !

Desejo uma semana cheia de muito amor, justiça e verdade ! !



ESSE FOI O DESEJO DE LUCIANA KEIKO.

Lú, obrigada por ter "pintado" em nossas vidas !

Z.P.

Poetivado às: 9:18 PM


Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004

UMA GAVETA DE LEMBRANÇAS


(Arte: Neli Neto)



Uma gaveta...
Foi tudo que restou de você...
Pequenas coisas que me fazem lembrar...
Que ficaram guardadas, numa gaveta.

Mas que quando a abro se transforma num gigante
Pois as coisas que vejo só deixam minha mente despertar
Para todas as lembranças que de você guardo...

As tardes, com o sol batendo na pia
O cheiro do chá mate adocicado e do bolo quentinho
Das brincadeiras enquanto te ajudava a fazer a massa de gnhoque
Do afago carinhoso, do seu riso que enchia a casa...

Restou apenas uma gaveta
Com suas coisas, com seu jeito
Que não quero abrir, por temer não suportar tanta saudade
Mas quando abro sai de dentro dela, não apenas papéis
Tercinhos, escritas com sua letra, fotos de sua juventude
De lá saem recordações...

Da infância que tive ao seu lado
Da permissão das coisas que eu normalmente não podia fazer
Da canja feita com simplicidade de um gosto ímpar
Dos álbuns de figurinhas coladas com cola de farinha de trigo e vinagre
Das noites que assistíamos novela numa televisão pequenininha preto e branco, pois a colorida era coisa para rico

Ah... Quanta saudade...
Das perguntas indiscretas que eu fazia e sem jeito, corada, me contava a verdade
Fazendo-me prometer que não mais falaria naquilo...
Dos pedidos de apanhar salsinha no quintal para o molho de macarrão
Das súplicas para eu não comer goiaba verde, pois dava dor de barriga
Do cuidado com eu não me machucar, não cair, não ralar nada...

Quanta coisa que vivemos...
E quantas coisas ainda estão em mim...
Que percebo quando abro a tal gaveta...

Como se fosse um santuário, não deixo ninguém mexer lá
Só eu posso....
São minhas recordações.
Hoje, são pedaços de mim...
Que carrego com carinho
Que não quero desfazer por nada...

Não que eu precise da gaveta para lembrar de você
Mas que ela é um ícone, isso é...

Tenho saudade, sinto falta
Nem gosto de falar disso
Mas saiba que penso muito às vezes em tudo
E trago em mim valiosas cenas que jamais se apagarão da memória.

Minha querida avó...
Os anos que convivi contigo foram de tamanha valia
Que jamais caberiam numa simples gaveta...
Onde tudo que era seu ficou...


By: Adriana Csanády

Escrito em 03/06/2003 numa madrugada que estava com muita saudade da minha avó...

Poetivado às: 1:32 AM


Domingo, Janeiro 11, 2004

VÍCIO



Que vício é esse
Que me faz tanto querer você?
Que me aprisiona,
Que me amarra,
Que crava em mim correntes as quais não consigo me libertar?

Que vontade enorme é essa
De querer tanto um ser
A ponto de deixar que me machuque
E acabo por fingir que nada aconteceu?
Relevo tudo.

Que necessidade é essa do seu amor?
Que me faz calar diante de seus falhos atos
Que com o meu consentimento me magoa
E por fim, deixo de lado tudo
Apenas para estar com você?

Que tormenta é essa em minha vida
Que me ilude, brinca, descarta
Que faz, desfaz, vacila e foge
Que alimenta, mata, destrói, aniquila
Isso é amor?

Que veneno você possui
Que me deixou enfeitiçada
Que baniu de minhas veias a coerência
Que me faz só precisar de você?
Ta na hora de eu te esquecer!


By: Adriana Csanády

Poetivado às: 7:09 PM


Segunda-feira, Setembro 15, 2003

EXCLUINDO VOCÊ



Abafei o sentimento
Joguei tudo fora
Finjo nada sentir
Sigo a cada dia sem em ti pensar
Disfarço a dor em gestos insanos
Refaço cada pedaço de mim
Tudo voltou a ser sonho, ilusão...

Matei a saudade vendo suas fotos
Retirei a felicidade
Coloquei no lugar falsidade
Risquei seu telefone
Não liguei mais
Guardei sua voz na mente
E os momentos enfiei num baú...

Procurei anular sua rua do mapa
Seu bairro agora é pagina em branco no guia de ruas
Nada mais de você quero saber...

Dei as roupas que me lembravam as noites
Que ao seu lado passei
Despejei aquele perfume na pia
Retirei da alma a esperança
Esfaqueei meu coração para não mais gostar de você...

Mudei a rota
Arranquei as páginas do diário
Não me olho mais no espelho
Joguei no lixo aqueles presentes que ia te dar
E as cartas queimei sem dó...

Deletei seu e-mail
Tirei tudo dos favoritos
Inclusive minha disponibilidade
Desmarquei certa data
Estou esquecendo de viver...

Na verdade o que importa tudo agora?
Tanto amor, para nada, por nada
Tenho que dar um jeito
Para não enlouquecer sem tua presença
Preciso acabar com isso tudo...

Pronto, você não existe mais!
Mas ainda está tudo dentro de mim...



By: Adriana Csanády

Poetivado às: 11:29 PM


Quinta-feira, Setembro 11, 2003

QUERO ENCONTRAR:



Um homem lindo e maravilhoso,
Que saiba cuidar de mim,
Que durma abraçadinho e faça amor selvagem,
Que tenha um ombro enorme para escutar meus lamentos,
Que me faça rir,
Que eu seja apaixonada por ele, e ele loucamente por mim...
Que me aqueça no inverno e refresque no verão,
Que não se importe com minhas celulites,
Que me ache linda até na hora em que acordo,
Que faça massagem no final do dia até eu dormir,
Que me incentive em minhas loucuras,
Que me telefone no meio do dia dizendo que estava apenas com saudade,
Que saiba compartilhar, ser cúmplice,
Que seja doce e firme,
Que seja decidido e destemido,
Que seja inteligente e capaz,
Que só tenha olhos para mim,
Que não minta, omita ou engane,
Que seja amigo, companheiro, bom amante, pai, irmão, filho, que seja tudo,
Que esteja disponível como eu estou,
Que sempre dá um jeito para tudo, com calma e paciência,
Que saiba rir de si mesmo e de mim também,
Que me ache louca, mas não o bastante para me internar,
Que ache graça de tudo que digo, faço ou presenteio,
Que me dê a mão, trilhe comigo,
Que seja o TUDO DE BOM que tanto quero e preciso,
Que seja iluminado e acredite em Deus,
Que durma comigo em algumas noites da semana e nos finais de semana também,
Que estoure pipoca e faça um chá,
Que assista Tv comigo, me leve ao cinema as vezes,
Que goste de dançar, principalmente pela vida,
Que não queira me modificar e seja ciente que isso é impossível,
Que me aninhe, me acarinhe, me dê a mão,
Que sinta orgulho de mim, pelo que faço e sou,
Que me agarre e me pegue desprevenida,
Que goste de algumas aventuras,
Que não goste de academia, trilhas, caminhadas, essas coisas cansativas,
Que goste de viajar de carro ou de avião,
Que tenha um objetivo de vida,
Que seja um pouco sem destino também,
Que seja do tipo topa tudo, e ache felicidade em ser assim,
Que planeja o futuro e não se preocupe tanto com a próxima hora,
Que esteja aberto a receber amor e carinho,
Que goste de ser paparicado e mimado por mim,
Que não se assuste com a intensidade do meu amor,
Que não fuja a primeira desavença,
Que controle seu mau-humor,
Que queira uma mulher que não menstrua e não tem TPM,
Que também não pretende ter mais filhos...

Existe? Claro que sim, com certeza... Apenas ainda não nos encontramos.
Não canso de esperar.
Não desisto de procurar...
Mas por favor, venha logo!


By: Adriana Csanády

Poetivado às: 7:28 PM


E PASSO A NOITE A ESPERAR...



E passo a noite a esperar
O dia se vai, lentamente...
Não sei se gosto do sabor do tempo
Ou se temo sua passagem

A esperar
Por um telefonema
Sua voz
Um convite
Quem sabe te ver

Vago em segundos incertos
De desejo e saudade
Misto de realidade e ilusão
Sou fraca
Sou forte
Sou paixão

Estendo a esperança
Faço dela proteção, abrigo
Tormenta na alma
Que apenas espera, espera, espera
Um sim
Mas quase sempre seu silencio enorme
Diz: não...

Faço planos
Agendo um período para você
Sigo pensando
Canto qualquer canção
Sinto seus passos
Sei de sua presença
Sensação de que sempre está por perto
Que te cruzo em qualquer rua que andas
Procuro seu carro
Quase vejo você

Insana.
É isso que sou, me tornei
Após ter te conhecido
Vago em noites desertas
Em lugares
Sua janela busco
Quero você
Com apreço
De qualquer jeito

E numa manha meu telefone toca
Não sei se morro de felicidade ou
Sobrevivo para te ver
Agradeço a Deus
Mas era um engano
Você nem ligou
Tudo aconteceu por acaso
Ouço sua voz
Embarcando para qualquer lugar desse mundo
Ouço a voz de outra
Como queria estar no lugar dela naquele momento

Atrapalha meu pensamento
Nada entendo nem quero entender
Não consigo dormir de novo
Sua voz ecoa em minha mente
Imagino cenas, vejo você

Sou mosca presa na teia da aranha
Que emaranhada de amor não consegue se desvencilhar
Desejo impregnado
Sutil melancolia
Pensamento antenado

Como faço?
Que falo?
Não sei mais como agir...
Uma louca paixão que me consome
Que viciou meus dias
Numa única coisa: você, você, você
Nada mais quero, nada por ninguém sinto
Apenas busco, procuro, chamo seu nome ao vento
Para ver se um dia você escutará

Singelo segredo
Que habita em mim
Desejo, querer, saudade, vontade

Enlouqueço
Perco a eixo
Faleço de amor
Numa espera estúpida do tempo
Da certeza que uma hora você há de pensar em mim
Me procurar
Me amar
Me ter assim, bem juntinho como antes

Quanto tempo o tempo demora a passar?
São só questões
Perguntas no ar...


By Adriana Csanády

escrita em 02-04-2003 as 03:20 hs


Poetivado às: 2:53 AM


Terça-feira, Setembro 02, 2003

QUASE...



Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a
desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata
trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase amou não amou...

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca
sairão do papel por essa maldita mania de viver em cima do muro.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna;
ou melhor não me pergunto, contesto!

A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos
sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença de tantos "bom dia"!

Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a
dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados e o arco-íris....cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia
o vazio que cada um traz dentro de si...

Para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência...

Porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a
oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão;
Pros fracassos, chance;
Pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo
impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando,
vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.


Luis Fernando Veríssimo

(Foto: Rene de Paula Jr. )

A.C.

Poetivado às: 8:06 PM


Sexta-feira, Maio 30, 2003

TEM DIAS QUE...



Tem dias que as horas não passam
Que as noites são longas
Que o frio consome a alma.

Tem dias que são como profundos invernos
Que os segundos ferem a mente
Correm atrás do nada
Seguem sem destino.

Tem dias que horas são dias
Que dias são anos
Que meses passam como um segundo.

Tem dias que são assim
Sem idas
Sem vindas
Sem nexo, sem pretexto
São apenas dias...

Tem dias que são cinzas
Que a vida consome o tempo
De forma cálida, pálida
Sufixa em nada.

E corre a vida, sem sentido, sem porque
Corre o tempo, sem direção, sem talvez
Vaga a vida entre dias vazios
Sem fazer diferença entre dia e noite
Entre frio e calor
Entre estar e ficar
Entre o tudo e o nada.

Tem dias que são assim
Sem sentido
Parece que o tempo é outro
Que não estou a viver essa vida
Consumo nada em mim.

Tem dias que são assim
Tudo que queria era pular o tempo
Viver logo o futuro
Saber de tudo
Não mais me perder no já.


By Adriana Csanády

Poetivado às: 11:12 PM


Segunda-feira, Maio 19, 2003

SEM RETORNO



Não sei em qual pedra voce tropeçou e eu nem percebi
Nem sei qual afluente desviou sua rota do meu rio
Não me lembro quando a dobradiça enferrujou
e quem de nós dois não pode abrir aquela porta

A qual poesia você sobreviveu?
E em qual delas meu verso esmoreceu?
Só sei que o desencontro foi o guia dessa nossa viagem sem retorno !



(Foto: Drei Leere Haende)

Z.P.

Poetivado às: 2:51 PM


Sexta-feira, Abril 25, 2003

Uma homenagem para as mães, para o Dia que está chegando...


DEUS E AS MÃES



No dia em que o bom Deus criou as mães (e já vinha virando o dia e noite há seis dias) um anjo apareceu e disse:
-- Por que tanta inquietação por causa dessa criação, Senhor?
E o Senhor respondeu:
-- Você já leu as especificações desta encomenda?
Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico; deve ter 180 partes móveis e insubstituíveis; funcionar à base de café e sobras de comida; ter um colo macio que sirva para matar a fome das crianças; um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde perna quebrada até namoros terminado... E seis pares de mãos.
O anjo balançou lento a cabeça e disse:
-- Seis pares, Senhor? Parece impossível!
-- Não é esse o problema, disse o Senhor. E os três pares de olhos que as mães têm que ter?
E o anjo indagou:
-- O modelo padrão tem isso?
O Senhor explicou:
-- Um par para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar o que é que as crianças estão fazendo lá dentro (embora já o saiba); outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria mas precisa saber. E naturalmente os olhos normais, capazes de fitar uma criança em apuros e dizer-lhe: "Eu te compreendo e te amo", sem proferir uma palavra.
-- Senhor, disse o anjo, tocando-Lhe levemente na manga, é hora de dormir. Amanhã é um novo dia...
-- Não posso, replicou Deus. Está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e convence uma criança de nove anos a tomar banho.
O anjo rodeou vagarosamente o modelo de mãe.
-- É muito delicada, suspirou.
-- Mas é resistente, respondeu o Senhor entusiasmado. Você não imagina o que esta mãe pode fazer ou suportar.
-- E ela pensa? indagou o anjo.
-- Não apenas pensa, mas discute e faz acordos, explicou o criador.
Finalmente, o anjo se curvou e passou os dedos pelo rosto do modelo de mãe.
-- Há um vazamento, retrucou.
-- Não é um vazamento, disse Deus. É uma lágrima.
-- E para que serve? indagou o anjo.
-- Para exprimir alegria, tristeza, desapontamento, dor, solidão, orgulho...
-- Vós sois um gênio, disse o anjo.
Mas o Senhor ficou melancólico.
-- Isso apareceu assim, naturalmente; não fui Eu quem colocou nela...

(Autor Desconhecido)

A.C.

Poetivado às: 7:00 PM


Segunda-feira, Abril 21, 2003

LUA NUA



Lua no firmamento explode nua
Carrega contigo todas as estrelas
Assassina os desejos de brilhar
O firmamento nao chega a merece-las
Pois extasia-se diante de outro luar.

Lua noutro instante explode crua
Arrasta contigo todos os desejos
todas as formas de brilhar
Carrega pra longe outros beijos
Pois extasiada a boca nao sabe beijar.

Lua, maravilhosa nua, explode crua
e nua parte pra outro infinito
Pois neste instante existe outra lua
que ilumina meu peito aflito.

# Z #

Poetivado às: 4:40 AM


CADERNO



Fecho o caderno
Tapo a caneta
Aperto tudo contra o peito
Fecho os olhos
Sinto o compasso acelerado do meu coração
Penso somente em você...

Nessas folhas vou registrando
Todo o sentimento
Toda a felicidade
E toda a angústia também...

Aperto tudo contra o peito,
Para poder inspirar meu amor
Expirado, descrito em versos malucos
Desencontrados e ardentes
Sedentos e saudosos.

Aperto contra o peito, pensando como seria bom se esse caderno fosse você.

# By Adriana Csanády #

Poetivado às: 12:58 AM



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