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Um Coração e Um Cachecol
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O que vai na nossa alma... Terça-feira, Maio 15, 2012
E toda vez você me pergunta: - Você lembrou? E toda vez eu sempre respondo: - Eu nunca esqueço! Dentro de mim a frase acima... Vai saber... Queria que você prometesse. Poetivado às: 11:12 PM Quinta-feira, Março 08, 2012 Feliz Dia Internacional das Mulheres
Somos feitas de gestos sútis, uma forma de mexer nos cabelos, um aroma suave da pele... Somo doces, sedutoras, somos inconfundíveis... Nos fazemos belas para o amor e com a mesma facilidade nos tornamos bicho irracional quando algo nos sai do controle. Somos divertidas e ácidas, mal humoradas e sarcásticas, somos mulheres! Que cantam no trânsito, passam batom olhando no espelho retrovisor, que dá um sorriso ao pedinte, que sonham olhando a lua, que ganham dinheiro, que dão um jeitinho para tudo... Regamos o mundo com charme, e assim vamos conquistando todos ao nosso redor. Por vezes somos odiadas, mas para isso já nascemos com o antídoto. Somos fortemente frágeis, facilmente mutáveis, camaleoas de corpo e alma. Somos complacentes e reticentes, somos rígidas e sinceras... Misteriosas, mas por muitas vezes desvendamos além do que seria necessário. Erramos. Choramos, rimos, amamos, damos a luz a uma nova vida, somos essência bruta e sublimada do ser. Somos mulheres, nem tente nos entender! Feliz Dia Internacional das Mulheres. Para todas as mulheres que fazem parte da minha vida e todos os homens com alma feminina, que conseguem entender o que eu disse! By: Adriana Csanady Foto: Carla Sofia Martins Poetivado às: 11:20 PM Sábado, Fevereiro 04, 2012 A MAIS IDIOTA DE TODAS
Foi ela quem te ligou pra saber se a sua dor de cabeça já passou; se você resolveu o assunto e finalmente mandou fazer os seus óculos. Sim, ela, a mais idiota. Que ainda te espera, te escreve, te lembra, te sonha, te quer. A mais idiota, pois te procura ao invés de deixar pra lá, que te liga depois de meses pra dizer que saudade ainda há. Te procurou pra conversar, desejou boa sorte no seu jogo e disse pra você se cuidar. Mandou mensagem dizendo que sentia saudade e queria te ver bem. Te consolou quando você achava que o mundo conspirava contra você e disse que não quando você se auto-intitulou um imbecil por sempre tomar as decisões erradas. Comprou um livro e corrigiu quando você disse “pra mim ler”. Levou um lanche no seu trabalho e depois te convidou pra um suco, um sorvete, uma volta. Ficou preocupada com a sua tosse e disse que aquela calça xadrez só fica bonita com blusas neutras. Sem você pedir, gravou seu show favorito, fez um bilhete bonito e entregou junto com o seu presente – de aniversário, que ela foi. Fez você comer um doce quando o nível etílico do seu sangue já era um risco; te mandou ir ao médico pela sua anemia. Indignou-se com o desleixo da sua mãe, com as palavras ríspidas do seu chefe e ficou enciumada com os elogios de umas aí. Disse pra você que tudo ficaria bem e realmente não sossegou até que você ao menos sorrisse. Te esperou enquanto você saia pra curtir com seus amigos e achava que a hora que quisesse e sentisse falta, poderia vê-la. Era ela quem estava do seu lado pra tudo, mas quando você bem entendia. A mais idiota de todas recebia as suas mensagens e se iludia; sofria com a sua ausência, mas ao te ver, esquecia. Amava quando você ria alto e o jeito como arrumava o cabelo sempre que via um espelho. Foi grude sim, mas só pra não te perder de vista – é isso que acontece quando achamos alguém especial, queremos sempre. Disse tudo o que sentia e não te poupou de palavras carinhosas: ela é assim com quem gosta. Os outros devem saber tudo o que pra nos representam. Você se sentia muito seguro, em suas idas e vindas, ela não deixava brechas, não olhava para os lados. Idiota. Vivia uma semana sozinha em meio a seus compromissos, mas você sempre sabia que a hora que quisesse, roubaria a sua atenção por horas, o mundo dela parava. Por ser tão idiota, não via a malícia por trás das suas saudades e na maior das ingenuidades achava que haveria romances nos seus quero te ver. Romântica demais, e por isso você a achava boba. Sentimental, o que lhe fazia se distanciar, preso no medo de se envolver e ter alguém que te conhece como a palma da mão. Você soube fugir e ficar com mais quinze, só pra não sentir saudade, só pra não sofrer com a falta. Conhecer várias apenas pra ignorar todas as qualidades que ela tinha e de bandeja te ofertava. As boas risadas, o conteúdo, o vasto gosto por filmes e livros, a vontade por viajar e esse desejo insano de querer mudar o mundo. Talvez você nem faça ideia, mas ela sofreu calada quando via você conversando e paparicando outras; vivia tentando entender porque você não gostava dela o suficiente para torná-la exclusiva. Quis desviar do seu rumo, mas voltava pra sua trilha e rendia-se quando você deixava um oi. Se interessou pela sua vida, te tratava com carinho e sempre acreditou que dentro de você havia um potencial. Brasa esperando um sopro, pássaro que precisa de um empurrão. Ela sofreu com a sua indiferença, com o fato de não lembrar das coisas simples que ela dizia (como o que fazia da vida, ou que curso quer); por procurá-la só nos momentos de interesse e pelas ilusões gratuitas. A perda de tempo, a devoção, por se sentir sentimentalmente usada, por se achar idiota por acreditar que você quem sabe, mudaria. Quis estar sempre por perto, caso você resolve-se aquietar o facho. Até que então ela cansou, a ficha caiu, o encanto quebrou, os olhos ela abriu. Você foi se tornando mais um idiota e ela foi aprendendo com os erros, amadurecendo, descobrindo em quem confiar, se entregando menos. Começou a preservar o que ela tinha, dar valor ao que é e selecionamento melhor quem ter ao lado. Deixando que você fique com seus sexos casuais, suas relações sem envolvimento, suas menininhas pra cada dia e as suas muitas noitadas. Por tratá-la como a mais idiota, que supria suas carências e comia na sua mão, você perdeu a melhor de todas. By: Luiza - Quase Descolada |